Sintomas da Doença de Parkinson

Por SOS Parkinson • 30 de dezembro de 2025

Por SOS Parkinson • 30 de dezembro de 2025
Uma das doenças crônicas que mais afeta as pessoas é o Parkinson. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que cerca de 1% da população mundial sofre com esta doença, um número que cresce com o envelhecimento global. No Brasil, embora não haja uma estatística precisa, estima-se que mais de 200 mil pessoas também sofrem com ela. Diante desse número, é importante você conhecer melhor os sintomas da Doença de Parkinson.
O Parkinson pode soar como um destino cruel, marcado por tremores e lentidão que roubam a autonomia. É verdade que se trata de uma condição degenerativa e crônica, mas a ciência, a tecnologia e a medicina estão em uma corrida acelerada para transformar essa realidade. A cada dia, pesquisadores desvendam mais sobre os mistérios cerebrais por trás da doença, abrindo caminhos para tratamentos inovadores e promissores que restauram o movimento e a qualidade de vida. Se a doença impõe um limite, a esperança na neurociência e na resiliência humana é ilimitada. Convidamos você a mergulhar nos detalhes da Doença de Parkinson e a descobrir por que vale a pena manter o otimismo diante de cada novo avanço no horizonte terapêutico.
No Brasil ainda não existe uma estatística que afirme a quantidade de pessoas corretas, mas estima-se que mais de 200 mil pessoas também sofrem com ela. Diante desse número é importante você conhecer melhor os sintomas da doença Parkinson.
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É uma doença degenerativa que afeta o sistema neurológico geralmente das pessoas acima de 65 anos. As células do nosso corpo possuem vida útil, porem elas se renovam, diferente dos neurônios que também possui vida útil, mas infelizmente não se regera com o tempo.
Isso faz com o que o sistema nervoso das pessoas sofra a degeneração de uma determinada aérea do cérebro chamada de substância negra, consequentemente passe por uma deficiência de dopamina, neurotransmissor que é o responsável pelo controle dos movimentos das pessoas.
A Doença de Parkinson é caracterizada pela sua progressão. A doença pode afetar inicialmente um ou os dois lados do corpo, e o nível da perda das funções depende muito do caso e da resposta ao tratamento.
Os sinais que definem o diagnóstico são os motores, que se manifestam de forma gradual:
No início da doença:
Tremores (de Repouso): São os mais reconhecíveis. Ocorrem quando o membro está em repouso (por exemplo, a mão no colo) e geralmente desaparecem durante o movimento voluntário ou o sono.
Lentidão nos Movimentos (Bradicinesia): É o sintoma mais importante para o diagnóstico. É a dificuldade e a lentidão para iniciar e executar movimentos. Afeta desde grandes movimentos, como levantar de uma cadeira, até pequenos, como piscar os olhos (hipomimia ou “face de máscara”).
Rigidez Muscular: O aumento da tensão e resistência muscular. Os músculos ficam rígidos e tensos, dificultando a movimentação passiva. Pode-se sentir uma resistência interrompida ao movimentar um membro (sinal da “roda denteada”).
Com o avanço da doença:
Instabilidade Postural: O desequilíbrio e a dificuldade em manter a postura, que tende a ser uma manifestação tardia na DP e aumenta drasticamente o risco de quedas.
Inclinação do corpo para frente (Postura Encurvada).
Passos mais curtos e arrastados (marcha festinante).
Redução do movimento dos braços ao andar (perda do balanço natural).
Além disso, a doença apresenta outros sintomas na coordenação motora como:
Dificuldade de engolir (disfagia) e na fala (disartria), que se torna baixa e monótona.
Dificuldade para começar ou continuar o movimento (acinesia), como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira.
Tendência a babar (sialorreia) devido à redução da frequência da deglutição.
É fundamental dar ênfase aos sintomas que não envolvem diretamente o movimento, pois eles frequentemente causam mais sofrimento e prejudicam a qualidade de vida do que os tremores. Eles podem, inclusive, surgir anos antes do diagnóstico motor.
Transtornos do Humor: Ansiedade, estresse e tensão são extremamente comuns. A Depressão não é apenas uma reação ao diagnóstico, mas uma manifestação direta da própria doença devido às alterações neuroquímicas.
Transtornos do Sono: Insônia e o Transtorno Comportamental do Sono REM (TCSR), onde a pessoa “atua” seus sonhos (se debate, grita e chuta durante o sono), são fortes indicadores precoces.
Disfunções Cognitivas: Perda de memória leve, raciocínio lento, confusão e, em estágios avançados, demência.
Disfunções Autonômicas:
Intestino preso e constipação (muitas vezes, um dos primeiros sinais).
Problemas de pressão arterial, como desmaios ao se levantar (hipotensão ortostática).
Sintomas Sensoriais: Perda do olfato (anosmia) e dores inexplicáveis.
Infelizmente, ainda não existem exames de sangue ou de imagem que, sozinhos, consigam diagnosticar a Doença de Parkinson de forma definitiva. O diagnóstico é essencialmente clínico, uma arte que exige a experiência do neurologista.
O neurologista faz o diagnóstico com base no histórico médico do paciente e na revisão cuidadosa dos seus sinais e sintomas, além de realizar um exame neurológico e físico detalhado. Ele ainda pode solicitar alguns exames (como ressonâncias ou exames de sangue) para descartar outras condições que possam estar provocando os sintomas, como o Parkinsonismo secundário ou o Parkinsonismo-Plus (síndromes atípicas).
O teste terapêutico é um pilar no diagnóstico: se o paciente apresenta melhora significativa com o medicamento específico para a doença (a Levodopa), isso reforça a hipótese de ser a Doença de Parkinson. Por isso, às vezes é necessário esperar algum tempo, com consultas e acompanhamentos com neurologistas, para confirmar o quadro.
Infelizmente ela é uma doença crônica e não existe nenhuma forma de prevenção e todas as pessoas podem sofrer com ela futuramente, principalmente quem já teve casos na família. Por isso, preste atenção nos possíveis sintomas da doença de Parkinson e qualquer alteração suspeita em alguém da sua família procure um médico imediatamente.
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