Início Doença de Parkinson Problemas de Pele no Parkinson: Entenda a Relação

Problemas de Pele no Parkinson: Entenda a Relação

- Patrocinito -Problemas de Pele no Parkinson: Entenda a Relação

A doença de Parkinson é uma doença caracterizada por diferentes sintomas, mas que tem como referência os distúrbios motores, como tremores, rigidez muscular, etc. No entanto, os indícios não param por aí e podem incluir diversos sintomas não-motores.

Os problemas de pele representam um tema amplamente estudado e discutido atualmente, mas que nem sempre recebe o tratamento correto. Neste artigo, vamos abordar as manifestações cutâneas da doença de Parkinson e suas possíveis complicações, seu diagnóstico e abordagens terapêuticas. Acompanhe!

Relação dos Problemas de Pele no Parkinson

O sistema neurológico tem uma forte ligação com o sistema tegumentar (pele e revestimento externo), visto que a pele precisa do controle neurológico para executar suas tarefas de forma adequada.

A alfa-sinucleína é uma proteína que sofre alteração na doença de Parkinson. Ela não se encontra apenas no cérebro e no sistema nervoso central (SNC), mas também em  outros lugares do corpo que apresentam tecido neural, como a pele.

Por isso, a ocorrência de disfunções neurológicas pode ter grande impacto na pele e outros elementos relacionados, como as glândulas (sudoríparas e sebáceas), os fâneros (pelos e unhas), os vasos sanguíneos (quantidade de sangue, cor, elementos de defesa, etc.) e os nervos (sensibilidade).

Tipos de Problemas de Pele no Parkinson

Certos distúrbios dermatológicos são especialmente prevalentes na doença de Parkinson e podem prejudicar muito a qualidade de vida do paciente, por isso precisam ser devidamente investigados e tratados. Vamos citar alguns desses distúrbios a seguir.

Dermatite Seborreica

Esta condição (também conhecida como Seborreia) relaciona-se à desregulação do sistema nervoso autônomo (SNA) e à perda de dopamina nas glândulas da pele, e caracteriza-se por um sintoma pré-motor da doença de Parkinson.

As regiões mais afetadas pela Seborreia são a testa e o nariz. Seus sintomas incluem pele gordurosa e cabelos oleosos, que podem apresentar caspa. Também pode ocorrer ao redor dos olhos, ocasionando o aparecimento de casquinhas.

Seu tratamento é feito simultaneamente ao tratamento do Parkinson, causando melhora em ambas as condições. No entanto, também é recomendado contar com o auxílio de um dermatologista, que pode indicar shampoos anticaspa e limpezas de pele para aliviar seus sintomas.

Melanoma

Os pacientes de Parkinson tem uma tendência maior de desenvolver o melanoma. Esta doença é um tipo de câncer de pele que se desenvolve nas células denominadas melanócitos (responsáveis pela pigmentação da pele).

Certas pessoas podem apresentar fatores de risco para o desenvolvimento do melanoma, como pele clara, cabelos loiros ou ruivos, sardas, histórico familiar de melanoma, exposição à radiação ultravioleta, etc.

É essencial que os portadores da Doença de Parkinson façam um mapeamento da pele no mínimo uma vez por ano, principalmente os que estão no grupo de risco. O mapeamento deve incluir fotografias de manchas e pintas no corpo, para compará-las com fotos de anos anteriores.

Disautonomia

A disautonomia é uma condição na qual o sistema nervoso autônomo (SNA) não funciona adequadamente. Este distúrbio pode manifestar-se de várias formas, inclusive através da pele (disautonomia da pele).

O sistema nervoso autônomo desempenha diversas funções em nosso organismo, como  fazer a manutenção da temperatura interna, regular padrões de respiração, manter a pressão sanguínea e a frequência cardíaca estáveis, entre outros.

Os sintomas da disautonomia incluem mãos pálidas e frias, mãos e pés avermelhados/arroxeados e quentes, pele fina e frágil, pele manchada, arrepios, pele úmida em locais lesionados, etc. É essencial buscar um neurologista para tratar este distúrbio.

Fatores de Risco dos Problemas de Pele no Parkinson

Alguns elementos genéticos podem indicar fatores de risco para o desenvolvimento de problemas de pele no Parkinson, como por exemplo:

  • Cor do cabelo: Pessoas com o cabelo de coloração naturalmente clara (principalmente ruivos) tem maiores chances de desenvolver o melanoma e, coincidentemente, o risco de doença de Parkinson também é maior neste grupo;
  • Penfigoide Bolhoso: Estudos indicam uma maior ocorrência da doença de Parkinson em portadores de penfigoide bolhoso. Esta doença autoimune manifesta-se por ataques do sistema imunológico à pele, provocando o surgimento de bolhas;
  • Rosácea: Pacientes com rosácea também apresentam um risco maior de ter a doença de Parkinson. Os sintomas dessa doença inflamatória crônica da pele incluem vermelhidão na região central do rosto, associada a presença de lesões.

Os distúrbios dermatológicos podem ser muito úteis no diagnóstico precoce da doença de Parkinson, visto que os sinais não-motores da condição costumam surgir antes dos sintomas motores.

Ao perceber alterações na pele, é essencial procurar um especialista de confiança, que possa investigar e tratar o problema corretamente, visto que as manifestações cutâneas podem indicar desde problemas simples, até doenças graves como o Parkinson.

  • Yum
Compartilhar
SOS Parkinsonhttps://sosparkinson.com.br/
SOS Parkinson - Quando uma pessoa vai envelhecendo, é completamente normal que ocorra com o tempo a morte gradativa das células nervosas que produzem dopamina. A diferença dessa pessoa para aquela que tem Mal de Parkinson (Doença de Parkinson) é que a esta perde tais células nervosas em ritmo acelerado. Infelizmente, ainda não foi descoberto o motivo da morte repentina nos casos de Parkinson.

Fique Conectado

16,985FãsCurtir
2,111SeguidoresSeguir

Mais Lido

Especialista em Parkinson SP – Encontrando o Doutor Certo

Gerenciar a Doença de Parkinson pode ser um desafio e na maioria das vezes é. Porém, Encontrar um médico que seja bem versátil em DP
- Patrocinito -Problemas de Pele no Parkinson: Entenda a Relação

Eletroneuromiografia (ENMG) Vitória ES – Orientações aos Profissionais

Eletroneuromiografia (ENMG) Vitória ES - Orientações aos Profissionais: O exame de Eletroneuromiografia ENMG Vitória ES é um método de diagnóstico para exame neurofisiológico usado na avaliação diagnóstica e prognostica das doenças doas nervos periféricos, plexos, raízes, neurônios motores espinhais, além dos músculos e junção neuromuscular.

Tratamento Mal de Parkinson – Ibirapuera | SP

Precisa de Tratamento Especalizado para Mal de Parkinson no Bairro do Ibirapuera: A doença de Parkinson (ou mal de Parkinson) é uma doença neurológica, crônica e progressiva, especialidade aqui na clínica sos parkinson Ibirapuera.

Ultrassom Transcraniano no Diagnóstico de Parkinson

Ultrassom Transcraniano no Diagnóstico de Parkinson: O ultrassom Transcraniano no Diagnóstico de Parkinson vem se tornando uma Ferramenta útil, principalmente na diferenciação desta patologia em relação às síndromes parkinsonianas.

Quem leu, também se interessou por

Especialista em Parkinson SP – Encontrando o Doutor Certo

Gerenciar a Doença de Parkinson pode ser um desafio e na maioria das vezes é. Porém, Encontrar um médico que seja bem versátil em DP

Eletroneuromiografia (ENMG) Vitória ES – Orientações aos Profissionais

Eletroneuromiografia (ENMG) Vitória ES - Orientações aos Profissionais: O exame de Eletroneuromiografia ENMG Vitória ES é um método de diagnóstico para exame neurofisiológico usado na avaliação diagnóstica e prognostica das doenças doas nervos periféricos, plexos, raízes, neurônios motores espinhais, além dos músculos e junção neuromuscular.

Tratamento Mal de Parkinson – Ibirapuera | SP

Precisa de Tratamento Especalizado para Mal de Parkinson no Bairro do Ibirapuera: A doença de Parkinson (ou mal de Parkinson) é uma doença neurológica, crônica e progressiva, especialidade aqui na clínica sos parkinson Ibirapuera.

Ultrassom Transcraniano no Diagnóstico de Parkinson

Ultrassom Transcraniano no Diagnóstico de Parkinson: O ultrassom Transcraniano no Diagnóstico de Parkinson vem se tornando uma Ferramenta útil, principalmente na diferenciação desta patologia em relação às síndromes parkinsonianas.

Dor de Cabeça no Idoso – O que Pode Ser? Devo me Preocupar?

Dor de Cabeça no Idoso - O que Pode Ser? Devo me Preocupar? A dor de cabeça é um sintoma preocupante em qualquer idade. Em idades mais avançadas, no entanto, deve ser sempre encarada com seriedade pelo médico responsável. A apresentação clínica da dor de cabeça no idoso (com mais de 65 anos) pode estar relacionada a uma ampla gama de condições, desde arterite e acidente vascular cerebral até doenças neoplásicas e glaucoma.
- Patrocinito -Problemas de Pele no Parkinson: Entenda a Relação

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

  • Yum
Compartilhar