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Cirurgia do Parkinson – Saiba Mais

Cirurgia do Parkinson – Saiba Mais
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Atualmente, estudos e pesquisas possibilitaram evoluções nas formas de tratamento da doença de Parkinson, de modo a retardar a evolução natural da mesma. Isso garante uma certa estabilidade e maior controle da condição, promovendo o bem estar e a qualidade de vida dos pacientes.

Dentre as abordagens terapêuticas modernas, estão os procedimentos cirúrgicos. É comum ouvir por aí que a cirurgia do Parkinson pode curar a doença, mas isso não é verdade. A doença de Parkinson ainda não tem cura, nem mesmo com a ajuda das melhores opções de tratamento.

Neste artigo, vamos abordar as principais características da cirurgia de Parkinson, assim como seus prós e contras, e quando é indicada. Acompanhe.

Estimulação Cerebral Profunda – Conheça a Cirurgia do Parkinson

A cirurgia de DBS (deep brain stimulation, que em português significa estimulação cerebral profunda) tem o objetivo de tratar diversos sintomas neurológicos debilitantes da doença de Parkinson, geralmente relacionados à problemas motores como tremores, rigidez, lentidão dos movimentos e dificuldade de locomoção.

Este procedimento faz o implante cirúrgico de um dispositivo médico operado por bateria, chamado gerador de pulso implantável (IPG). Este eletrodo se parece com um marca-passo cardíaco e é tem dimensões similares às de um cronômetro. Ele atua enviando estimulação elétrica a determinadas áreas do cérebro que controlam os movimentos, interrompendo os sinais nervosos responsáveis pelos sintomas do Parkinson.

Esta é uma cirurgia de baixo risco capaz de elevar significativamente a qualidade de vida do paciente durante anos, embora não seja capaz de curar a doença. Normalmente, é realizada para tratar o tremor essencial e a distonia, através do controle de seus sintomas.

Entretanto, nem todos os pacientes possuem indicação para realizar a cirurgia do Parkinson. Este procedimento costuma ser recomendado somente nos casos em que os medicamentos não são eficazes no controle dos sintomas.

Quando a Cirurgia do Parkinson é Indicada?

Aproximadamente 10 a 15% dos pacientes da doença de Parkinson realizam a cirurgia. Para isso, é necessário passar por uma série de exames e questionários, na qual deve ser informada a idade, ausência de demência, mínimo de 5 anos com o diagnóstico da doença, nível de incômodo dos sintomas, etc.

Há um teste chamado “Desafio do Prolopa” que é aconselhado para descobrir se os pacientes realmente precisam passar pela cirurgia. Ele consiste em aplicações escaladas de UPDRS, com o objetivo de quantificar os sintomas do Parkinson.

Além disso, há outras condições que influenciam na indicação da cirurgia de estimulação cerebral profunda, por exemplo:

  • Complicações resultantes do tratamento;
  • Discinesia de pico de dose;
  • Distonia do vale;
  • Redução da eficácia dos medicamentos, que pode ocorrer de várias formas, como quando apresentam muitos efeitos colaterais, ou nos casos em que a dose tolerada pelo paciente não é suficiente para controlar os sintomas da doença.

Quando é o Momento Ideal para Realizar a Cirurgia do Parkinson?

Caso o paciente receba indicação para realizar a cirurgia do Parkinson, ele precisa atentar-se ao que os especialistas chamam de “janela de oportunidade”, que é o momento mais adequado para agendar a cirurgia.

Para isso, é necessário que os sintomas típicos da condição estejam presentes por no mínimo 5 anos na vida dos pacientes. Além disso, há outras situações que contraindicam a realização da cirurgia, como:

  • Os medicamentos não são mais eficazes no tratamento dos sintomas;
  • Os sintomas de comprometimento cognitivo, distúrbios de marcha ou equilíbrio tornaram-se debilitantes;
  • Os sintomas motores e globais do Parkinson estão em estado grave.

Portanto, o momento ideal para realizar a cirurgia também inclui alguns requisitos, que podem incluir:

  • Ter sintomas motores não tratados, como tremores e rigidez algumas horas por dia;
  • Apresentar efeitos colaterais das medicações há pelo menos 4 meses (como confusão mental, alucinação ou hipotensão ortostática);
  • O efeito dos remédios demora muito para funcionar, perde efeito entre as doses ou requer doses maiores e mais frequentes para obter o efeito esperado;
  • Ter sintomas da doença há pelo menos cinco anos (para ter certeza de que esses sintomas são mesmo do Parkinson, e não de outras enfermidades).
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